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O Franco Atirador > Resumo

Local e época:
Boêmia, Século
XVII, após o fim da Guerra dos 30 Anos
Kuno, o guardião das florestas do duque, não teve herdeiros mas­ culinos e deseja casar sua jovem filha Agathe. O futuro marido terá o direito, então, a ser seu sucessor no cargo como se fosse filho legítimo. Mas, segundo a tradição, para que isto possa acontecer deverá ser obedecida uma condição: o escolhido precisa amar a noiva de verdade, ser um exímio caçador e atirador, e deve provar sua destreza através de um concurso de tiro ao alvo, que será realizado antes do casamento e diante do povo e do duque da Boêmia. Max, jovem caçador e excelente atirador que já conquistou o coração de Agathe e também é o preferido do guardião das florestas, é o candidato ideal e "segundo a opinião de todos os presentes" a prova de tiro ao alvo deverá ser apenas uma formalidade, fácil de executar. Gaspar, por razões de inveja, por acreditar ter sido preterido como caçador mais velho que é, procura destruir a felicidade de Max c Agathe. Gaspar, já há algum tempo vendeu sua alma ao diabo, na figura do demônio Samiel, receben­ do dele balas mágicas: as seis pri­ meiras balas acertam qualquer alvo, mas a sétima, a bala do diabo, será direcionada para onde o demônio quiser, de preferência mirando nas pessoas de alma pura para trazê-las para compor sua posse. Para que Max ou Agathe seja possuído pelo mal, Gaspar deve persuadir o jovem e inocente caçador Max a praticar o mal e fazer com que ele prepare e utilize as balas demoníacas. Para isto, Gaspar lançou uma praga so­ bre o infeliz Max, uma maldição, de maneira que há dias Max não acerta um único alvo sequer. Como o dia do casamento está chegando cada vez mais perto e com ele a prova de tiro ao alvo, Max fica inseguro e, de tanta preocupação, receia não acertar o tiro e assim perder um fu turo feliz com Agathe.

 

I Ato
Na taverna na beira da floresta

Um concurso de tiro ao alvo, preparado pêlos caçadores e aldeões, leva a uma cena embaraçosa para Max. O aldeão Kilian vence o concurso, enquanto Max novamente não acerta o alvo. Os aldeões, que na época eram socialmente menos privilegiados do que as caçadores, festejam a vitória do aldeão Kilian e fazem troça do atirador Max. Devido à falta de perspectiva de vencer a prova de tiro ao alvo marcada para o dia seguinte, Gaspar consegue persuadir Max de que a utilização pecaminosa das balas demoníacas representa a última tentativa para resolver sua situação embaraçosa. Novas balas mágicas poderão ser preparadas nesta noite de lua cheia na Garganta do Lobo, local temido na região por ser antigo lugar de cultos demoníacos.

 

II Ato
Na casa do Guardião das Florestas

Agathe e sua prima Ännchen estão ocupadas com os preparativos para a festa de casamento. Agathe, se esvaindo em amor esperançoso e saudade de Max, começa a se preocupar seriamente com a súbita perturbação dele. Após uma rápida visita a Agathe, Max parte novamente para a floresta, para participar da cerimônia de forja das balas mágicas na Garganta do Lobo.

Mudança de Cena: Na Garganta do Lobo
No caminho para a encantada Garganta do Lobo, Max tem visões aterrorizantes. Porém, supera todos os obstáculos e avisos e se entrega às mãos de quem acredita ser seu amigo, Gaspar, e assim, diretamente, ao mal. Diante dos piores tremores das forças da natureza e de aparições demoníacas, Gaspar realiza a forja das balas mágicas.

 

III Ato
Na floresta

Nos preparativos para o tiro ao alvo, Gaspar cuida habilmente para que Max perca todas as seis balas certeiras e guarde apenas a sétima bala mágica para a prova.

Mudança de Cena: Na casa do Guardião das Florestas
Agathe é atormentada por sonhos e premonições terríveis. Em vão, Ännchen procura levantar o ânimo de Agathe. Vários sinais, como rosas brancas recebidas do eremita, duas quedas do quadro do ancestral Kuno na casa do Guardião das Florestas e uma coroa para defuntos recebida em vez da grinalda branca para a noiva indicam à Agathe que o pior está para acontecer.

Mudança de Cena: Na beira da floresta
O povo e os caçadores se juntam para festejar e o duque da Boêmia, Ottokar, que veio especialmente para a ocasião, decide que a prova obrigatória de tiro ao alvo deverá ser realizada logo, antes da chegada da noiva. Resolve-se que uma pomba branca deve ser o alvo. Max atira na pomba, que imediatamente se transforma na pessoa de Agathe. O corpo de Agathe cai ao chão. Uma tragédia parece ter acontecido. Através da intervenção de poderes divinos, Agathe é salva e se levanta. A explicação do ocorrido por Max, exigida pelo duque, de que teria se utilizado de balas mágicas, choca todos os presentes. Imediatamente o duque, considerando o jovem maldoso, pronuncia a sentença justa: Max é expulso da Boêmia para sempre e o casamento não mais acontecerá. Neste momento aparece o eremita, enviado do divino, respeitado em toda a região e tido como santo, que já há muito tempo acompanha e protege o caminho da vida de Agathe. O duque pede ao eremita para que se pronuncie, dando um parecer definitivo sobre Max e se curva diante da autoridade maior, divina. O eremita explica o desespero de Max em encontrar-se em uma situação sem saída após a maldição de Gaspar, assim como o amor cego por Agathe, que o teria levado a reagir como o fez. Com a revelação dessas circunstâncias há um abrandamento da sentença. "Como ninguém é sem pecado" o eremita conclama para que o povo tenha clemência e dê uma nova oportunidade a Max. Em agradecimento e com orações, o Duque e todo seu séqüito louvam a benevolência do todo poderoso.

Hans Bõnisch

 

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