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A Noiva Vendida

 

Barroco na Bahia e UNIFACS
trazem a 10ª montagem de ópera ao Teatro Castro Alves

"A Noiva Vendida" de Smetana
Teatro Castro Alves - dias 18, 19 e 20 de agosto de 2006 às 20h

Pela 10ª vez, o Barroco na Bahia, em parceria com a Universidade Salvador – UNIFACS, apresentam uma grande montagem de ópera para o público baiano. Para este ano foi escolhida a ópera “A Noiva Vendida”, de Friedrich Smetana.

Sob a direção musical do maestro suíço. Olivier Cuendet, e direção artística do alemão Steffen Senger, a Orquestra Sinfônica da Bahia, o Coro Barroco na Bahia além de Solistas internacionais e locais, realizarão a apresentação desta grande ópera que conta com a participação de mais de 250 artistas envolvidos. O cenário, que mostra um vilarejo da Boêmia no início do século XIX, foi feito pelo artista plástico mineiro Fábio Braga (São João del Rey). O figurino foi criado pela estilista alemã Hildegard Büsching, da ópera de Dresden, orientada por gravuras da época.

A 10ª produção de ópera conta com 8 solistas internacionais interpretando os personagens, como o baixo alemão Axel Wagner de (Wiesbaden, Alemanha), como "Kezal", o tenor filipino Lemuel Cuento de (Pforzheim, Alemanha) no papel de "Hans", a soprano alemã Birgit Wesolek (Leipzig, Alemanha) interpretando "Marie", o baixo-barítono alemão Hans Jürgen Wiese de (Dresden, Alemanha) no papel de "Kruschina", a soprano croata Michaela Cuento de (Pforzheim, Alemanha) interpretando "Ludmilla", o tenor brasileiro Paulo Köbler de (Chemnitz, Alemanha) como "Wenzel", a soprano brasileira Marilda Costa de (Salvador, Bahia) como "Háta", e o barítono alemão Thomas Norbert de (Düsseldorf, Alemanha) como "Micha". Participam também o Coro Barroco na Bahia e a Orquestra Sinfônica da Bahia, além da equipe técnica.

O compositor Friedrich Smetana nasceu na Boêmia. Naquela época o Reino da Boêmia fazia parte do Império Austro-Hungaro. Hoje, junto com a Morávia, faz parte da República Tcheca. O pai de Smetana, dono de uma pequena cervejaria, não gostou da idéia de que seu filho se dedicasse à música, e insistindo para que ele tivesse uma formação acadêmica. Todavia, o jovem Friedrich foi um péssimo aluno e por isso teve de mudar várias vezes de escola. Somente com a forte intervenção do primo de Friedrich, um padre premonstratense do mosteiro de Tepl e diretor de uma famosa escola acadêmica na Boêmia, o jovem compositor pode ter sua vida organizada, e graças a influência do primo padre, o pai finalmente autorizou os estudos musicais de Smetana no famoso Conservatório de Praga. A Boêmia conviveu durante séculos com duas culturas: a tcheca e a alemã. Enquanto na região de Smetana predominava um dialeto tcheco, Friedrich foi criado inicialmente na cultura alemã. Somente depois de completar 30 anos Friedrich se interessou mais pela língua tcheca e começou a estudar sistematicamente. Uma forte proteção do compositor Franz Liszt ajudou Smetana a conquistar aos poucos um lugar na vida musical na Boêmia. As influências musicais do genro de Liszt, o grande compositor alemão Richard Wagner, foram bem fortes e estão presentes na música de Smetana. Como na ópera "A Noiva Vendida", especialmente na parte orquestral. Um outro forte destaque na sua música são as impressões musicais das belezas de paisagens da Boêmia, através do estilo de música de Franz Liszt.(Programm-Musik).

A partir da década 60/70 do século XIX a predominância do Império Austro-Húngaro começou a fracassar na Boêmia e alguns movimentos nacionalistas tchecos ganharam mais força. Smetana, que até este período trabalhava na Dinamarca e na Alemanha, voltou para a Boêmia e ingressou como um dos protagonistas no movimento tcheco. Mesmo com todo o seu engajamento musical Smetana sofreu muito com a máfia dos então representantes de música em Praga, que o difamaram como um invasor e "germanizador" da música na Boêmia. Somente nos seus últimos anos de vida, (especialmente após a construção do Teatro Nacional de Praga, em que ele foi o mais importante idealizador), Smetana conseguiu vencer todas estas resistências e ganhou posteriormente a honra de ser o mais importante compositor nacional."A Noiva Vendida", escrita em 1866, foi a única ópera popular de Smetana, mas não usou melodias folclóricas. O forte movimento nacional na Boêmia do século XIX adotou "A Noiva Vendida" como um dos símbolos nacionais e tentou forçar Smetana a compor mais obras naquele estilo, embora o compositor tenha negado o pedido. Em Praga, "A Noiva Vendida" foi. Até a morte de Smetana, em 1884, "A Noiva Vendida" foi apresentada mais de 100 vezes (em Praga), apesar de que o sucesso na Europa só foi obtido a partir de uma apresentação em Viena, oito anos depois.

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