Fidelio (1997)


“Fidelio”, a única ópera de Ludwig van Beethoven (1770-1827) é um canto sublime do amor conjugal e da vitória das ideias de libertação. Destaca-se sobre todas as demais óperas semelhantes à ela por sua elevada ideia ética.

Personagens e intérpretes

Don Fernando (Baixo): Thomas Mayer
Don Pizarro (Barítono): Martin Krasnenko
Florestan (Tenor): Graham Sanders
Leonore “Fidelio” (Soprano): Barbara Hoene
Rocco (Baixo): Rainer Büsching
Marzelline (Soprano): Sabine Brohm
Jaquino (Tenor): Gerald Hupach
Primeiro prisioneiro (Tenor): Paulo Köbler
Segundo prisioneiro (Barítono): André Carvalho de Azevedo
Narrador: André Actis
Soldados, prisioneiros e o povo: Coro Barroco na Bahia

Orquestra Académica da Universidade de Bonn

Direção musical: Chean See Ooi
Direção artística: Wolf-Rüdiger Braun
Assistência de direção e figurino: Imme Braun-Hesse
Cenário: Mascha Braun
Assistência do cenário: Christopher Braun
Assistência musical: Martin Kretzschmar
Iluminação: Tilman Gross


Resumo

A história de Fidelio tem lugar no século dezoito, em uma fortaleza usada para o confinamento de presos políticos, perto de Sevilha, Espanha. É um episódio de despotismo político. Florestan, nobre espanhol e herói que luta pela liberdade, é confinado em um calabouço por seu inimigo político Pizarro, diretor da Prisão Estadual, onde é condenado a morrer lentamente de fome.

I Ato

Cena l: No quarto do carcereiro da prisão

Boatos sobre sua morte chegam até sua esposa Leonore, que não sabe o seu paradeiro. Desconfiando de que tudo seja uma jogada de Pizarro, vai até a prisão para encontrar o marido e libertá-lo. Para isso, disfarça-se como jovem Fidelio e emprega-se como assistente do carcereiro Rocco. Marzelline, filha dele, apaixona-se pelo “rapaz”, despertando ciúmes em Jaquino, guardador de chaves que pretende desposá-la. Leonore estimula o romance para obter informações sobre Florestan. A canção “Mir ist so wunderbar” expressa esses sentimentos desencontrados.

Cena 2: No pátio da prisão

Quando Pizarro aparece, a música assume matizes sinistros. Ele fica sabendo que o Primeiro-Ministro planeja visitar a prisão. Será desagradável recebê-lo tendo um prisioneiro inocente condenado a morrer de fome, então resolve matar Florestan antes da esperada visita e pede a Rocco que prepare a sepultura. Rocco recusa-se e Pizarro decide fazê-lo por si mesmo. Leonore ouve a conversa por acaso. Quando os dois saem, ela deixa o esconderijo e canta sua indignação em “Abscheulicher! Wo eilst du hin!” Numa ária sublime, ela pede forças à Deus, para prosseguir nos seus intentos. A pedido de Leonore, Rocco permite que os prisioneiros se enfíleirem no pátio para tomar sol. Maravilhados ao ver o mundo novamente, juntam-se no coro ” O welche Lust”. Leonore examina seus rostos, mas Florestan não está entre eles. Ela decide descer com Rocco até o calabouço.

II Ato

Cena l: Um escuro calabouço subterrâneo

Florestan é encontrado acorrentado à parede. Na ária após o recitativo, “In dês Lebens Frühlingstagen”, relembra seus dias de liberdade. Rocco e Leonore aparecem, e ela reconhece o marido naquele homem em trapos. Ela nada fala, só ajuda Rocco a cavar a sepultura. Quando Pizarro aparece e tenta apunhalar Florestan, Fidelio corre para defendê-lo, revelando a sua verdadeira identidade. Pizarro, furioso, tenta matar os dois, mas Leonore saca uma pistola e aponta em sua direção. Ouve-se um toque de trompete: o Ministro finalmente chegou. Florestan e Leonore, salvos e reunidos, juntam suas vozes em “O namenlose Freude”.

Cena 2: O pátio da Prisão Estadual

No pátio profusamente iluminado pelo forte sol sevilhano, a multidão, além dos presos, acorrera para ver o ministro. A seu lado está Don Pizarro. Entre a alegria geral, Don Fernando anuncia o perdão do rei a grande parte dos detentos. Ele explica, que viera ali para unicamente fazer justiça. Para espanto geral, Rocco vem trazendo pela mão Florestan e Leonore. Para eles pede a prometida justiça. Conta-lhe toda a odisséia. Antes que Don Pizarro se manifeste, o ministro ordena a sua prisão e todos, em coro, saúdam com júbilo a devoção da esposa e o triunfo do amor e da justiça sobre a crueldade e o erro. Os prisioneiros libertados cantam como tributo à esposa cuja – coragem resgata seu marido da morte certa – o hino final da gloriosa visão da liberdade que se aproxima. Essa jubilosa música surge como um presságio do hino à alegria da nona sinfonia de Beethoven.


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